Coluna da Samanta Fonseca

Espaço Reservado ao acolhimento e a fragilidade das Guerreiras

Julho é o mês das Candaces, título dado a dinastia de Rainhas Guerreiras que viviam em uma sociedade matriarcal ao sul do Egito (Continente Africano), é o julho das Pretas, momento de trazer à memória heroínas, mulher9es negras que lutaram (e lutam) por liberdade em seus diversos sentidos. Mas, nossas Guerreiras não sofriam? Não choravam, ou se entristeciam? Não amavam? E hoje, nossas guerreiras não sofrem, choram, amam ou se alegram? Nos permitimos se fragilizar diante da expressão das emoções que sentimos?! Vamos por partes.

“O tempo é um rio fluindo do passado” – Reflexões sobre Saúde x Doença

Nosso “tempo” é o hoje, é o aqui-agora, é o vivido e vivenciado por você enquanto lê estas palavras. Aliás, gratidão pela leitura! Este “tempo” não está isolado e independente de outros “tempos”. Há aspectos psicológicos, físicos, históricos, sociais, econômicos e políticos que atravessam sua história pessoal. Estar consciente sobre o que te afeta e como te afeta não impedirá que a dor e o sofrimento (psíquico e/ou físico) se achegue, mas te possibilitará recursos mais saudáveis para lidar com as questões.

130 anos de abolição: “Entre reconhecer e se libertar do desamparo”

Desamparo: essa palavra acelera meu compasso ao imaginar que minha mais longa ancestral paterna foi sequestrada e jogada ao fundo de um navio tumbeiro. Desamparo ao dar voltas e mais voltas no Baobá para esquecer se de sua identidade. Na travessia do Atlântico, estava solitária mesmo não estando sozinha, e foram meses sendo dilacerada em sua alma, marcada em seu corpo e exposta as mais cruéis e vorazes desumanidades.

 

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